Futuro da UE? Juncker quer todos no euro e um ministro das Finanças europeu

13.09.2017

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Actualidade

Presidente da Comissão Europeia proferiu, esta quarta-feira, o discurso do Estado da União.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, quer que em 2019, todos os países da UE estejam na zona euro, no espaço de Schengen e na união bancária.

É uma das propostas lançadas no discurso do Estado da União que proferiu esta quarta-feira no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Dos actuais 28 Estados-membros da UE, apenas 19 aderiram ao euro. Juncker pretende que os 27 países (após a saída do Reino Unido) usem o euro como moeda.

No seu discurso, Juncker afirmou também que devem ser criadas condições para que países como a Roménia, Bulgária e Croácia sejam integradas no espaço Schengen.

Juncker defendeu também a existência de um ministro das Finanças europeu e de uma estrutura de serviços secretos europeus.

“Precisamos de um ministro europeu da Economia e Finanças, alguém que acompanhe as reformas estruturais nos nossos Estados-membros. Ele pode apoiar-se no trabalho levado a cabo pela Comissão desde 2015, no quadro do seu serviço de apoio à reforma estrutural”, afirmou. "Este ministro europeu da Economia e Finanças deveria coordenar o conjunto dos instrumentos financeiros da UE quando um Estado-membro entra em recessão ou é atingido por uma crise que ameace a sua economia”, acrescentou Juncker, defendendo ainda uma fusão dos cargos de comissário Europeu e presidente do Eurogrupo.

O discurso de Juncker ficou marcado por uma frase: "a Europa vai de Vigo a Varna, de Espanha à Bulgária". Esqueceu-se de Portugal

Juncker propôs ainda a criação de uma agência europeia de cibersegurança, argumentando que os ataques informáticos podem ser "mais perigosos do que armas e tanques". O líder da Comissão Europeia definiu como uma das prioridades do programa de trabalho para 2018 "reforçar a proteção da Europa na era digital".

O líder europeu disse que, apesar do trabalho realizado, como o combate à propaganda terrorista e radicalização na Internet, "a Europa ainda não está devidamente equipada para os ataques informáticos".

Rádio Renascença