Ministro do Ambiente defende melhor trabalho para que não falte água à agricultura

12.01.2018

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Actualidade

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, mostrou-se hoje convencido de que este ano não faltará água para consumo humano, mas considerou que há que "fazer melhor" no que respeita à água destinada à agricultura.Em declarações aos jornalistas em Tondela, o governante disse que, "neste momento, cerca de 60% do território está em seca, o que corresponde, mais ou menos, ao território a sul do Tejo e à raia espanhola".Segundo João Matos Fernandes, em "todo o interior da Beira Baixa, da Beira Alta e ainda também de Trás-os-Montes, junto à fronteira, ainda há situações de seca".No entanto, considerou que a capacidade de encaixe que as barragens têm para continuar a fornecer água é uma preocupação que "está ultrapassada" pelas chuvas do fim de 2017 e início de 2018."Tem havido uma recuperação generalizada em todo o país e eu direi que, a norte do Tejo, já nem há preocupação alguma", frisou, lembrando o compromisso do Governo de "não faltar água na torneira de nenhum dos portugueses", que foi cumprido "em absoluto".Mas, segundo o ministro, no que respeita à agricultura, há que "fazer melhor do que no ano anterior"."A capacidade de bombagem a partir da albufeira do Alqueva não é, como é evidente, infinita e, por isso, tem que ser programada com muito tempo", afirmou, acrescentando que não podia apenas ser decidida "em abril/maio, quando se percebeu que a primavera falhou e que não choveu o que devia ter chovido".O governante pretende que isso aconteça no final de janeiro ou "o mais tardar na primeira quinzena de fevereiro, percebendo quais são as necessidades de água que podem existir nessas albufeiras mais pequenas, que depois prosseguem para o local onde se faz a rega propriamente dita".Independentemente de todas as medidas que venham a ser tomadas, o ministro tem uma certeza: "Certamente que algumas infraestruturas têm de ser feitas, certamente que algumas infraestruturas têm que ser melhoradas, mas temos que consumir menos água".

Lusa