Costa abre debate com crescimento económico. Passos quer falar sobre Carlos Costa

08.03.2017

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Assembleia da República

O crescimento económico sustentado foi o tema escolhido pelo Governo para abrir o debate quinzenal no parlamento com o primeiro-ministro, que será confrontado pelo PSD com a polémica que envolve o governador do Banco de Portugal (BdP).

O PSD será o primeiro partido a confrontar o chefe do executivo, António Costa, seguindo-se BE, CDS-PP, PCP, PEV, PAN e PS.

Na terça-feira, o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho criticou a esquerda parlamentar por conviver mal com os reguladores e fazer declarações hostis sobre o governador do BdP e anunciou que iria questionar António Costa “com algumas notícias que têm vindo a público”.

"Tem havido por parte dos partidos que apoiam o Governo um conjunto de declarações que são abertamente hostis ao atual governador e que de certa maneira escondem a forma como a maioria convive mal com os reguladores, com os órgãos, as entidades e instituições que têm independência”, disse Passos Coelho, considerando que o debate quinzenal “será talvez a circunstância mais adequada para tratar estes assuntos”.

Relativamente ao tema escolhido pelo Governo para abrir o debate quinzenal, a 15 de fevereiro, o ministro das Finanças garantiu, no parlamento, que o défice orçamental de 2016 não será superior a 2,1% do PIB (Produto Interno Bruto), considerando que os indicadores mais recentes da economia são “alicerces mais sólidos” e que ajudam à “saúde das contas públicas”.

Depois de citar os números economia portuguesa divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dão conta de um crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,4% em 2016, Mário Centeno afirmou que “Portugal possui hoje alicerces mais sólidos para garantir um crescimento económico sustentado e equitativo, mas também pela saúde das contas públicas”.

Três dias depois, a 18 de fevereiro, em Vilamoura, o ministro insistiu na tese, prevendo que o investimento continue a crescer em 2017, e reiterou que a economia portuguesa “está dotada de sólidos alicerces” para garantir um crescimento económico sustentado.

“Temos uma economia mais sólida. O investimento cresceu no final de 2016 acima dos 3%, reforço que é fundamental para prosseguirmos em 2017 um crescimento sustentável”, indicou o ministro das Finanças.

Lusa