Capitalização da Caixa estará concluída em Abril, diz Costa

15.03.2017

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Governo

António Costa diz que a grande diferença entre Portugal e Espanha é que este país ter colocado como primeiro objectivo no seu programa de ajustamento a estabilização do sistema financeiro.

O primeiro-ministro defendeu esta quarta-feira que os problemas no sistema financeiro estão a resolver-se, com redução elevada do crédito malparado, adiantando que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) entrará em Abril com o seu processo de capitalização concluído.

António Costa falava na sessão de abertura da conferência sobre investimento público em Portugal, na Fundação Calouste Gulbenkian – uma iniciativa do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro afirmou que uma das prioridades imediatas do seu Governo foi a estabilização do sector financeiro nacional, considerando ser hoje consensual que a diferença entre Portugal e Espanha, em termos de situação económica, reside no facto de o país vizinho ter colocado como primeiro objectivo no seu programa de ajustamento “a estabilização do seu sistema financeiro”.

Depois desta crítica ao Governo anterior, o primeiro-ministro falou em síntese sobre a actual conjuntura do sistema financeiro português.

“Ao longo deste ano foram dados passos muito importantes em Portugal, com dois grandes bancos privados – o Millennium/BCP e o BPI – a resolverem a sua situação. A CGD tem o seu quadro de capitalização aprovado pela União Europeia e, ao longo deste mês, será concluída a segunda fase de capitalização”, declarou António Costa.

Tal, de acordo com o primeiro-ministro, permitirá que a CGD “chegue ao mês de Abril com o processo de capitalização devidamente concluído”.

António Costa citou depois as posições oficiais do Banco de Portugal, segundo as quais “está em fase de conclusão o processo de negociação para a venda do Novo Banco”.

“Mesmo a questão sistémica sinalizada em relatórios internacionais relativamente ao nível muito elevado de NPL (crédito malparado) tem hoje na banca portuguesa um peso efectivamente muito menor, visto que os mecanismos de capitalização da CGD e do BCP contribuíram muito positivamente para diminuir a relevância desse problema do lado do sector bancário”, sustentou ainda o primeiro-ministro.

Rádio Renascença