PSD devolve acusações ao Governo e avisa que caso não está encerrado

27.07.2017

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O PSD devolveu esta quinta-feira ao Governo as acusações de atitudes indignas na polémica em torno da lista de mortos nos incêndios de Pedrógão Grande e avisou que este caso não está encerrado.

Em declarações aos jornalistas, no Parlamento, Carlos Abreu Amorim, vice-presidente da bancada do PSD, utilizou a mesma palavra – indigno – usada pelo Governo, para dizer que "indigno é não ter chegado, até ao momento, um cêntimo de dinheiro público" e de donativos às populações afectadas pelos incêndios de Junho na região centro.

Como é indigno, repetiu, que o Governo tenha adiado para Setembro a aprovação de um projecto de lei do PSD, que tinha o apoio do PCP e do BE, que criava "um mecanismo urgente extrajudicial" para acelerar a reparação de danos às famílias dos mortos e dos feridos.

E indigna é a "lei da rolha" para os comandantes distritais dos bombeiros e as mudanças de comandos a poucos meses do início da época dos incêndios, acrescentou.

Carlos Abreu Amorim criticou ainda a lentidão na divulgação da lista de mortos – que só aconteceu na terça-feira – e disse que foi "graças à pressão do PSD" e também da comunicação social que isso aconteceu.

O deputado do PSD deixou também o aviso de que "o caso" não está encerrado, com a divulgação da lista: "Os casos em democracia nunca estão encerrados."

Para o PSD, disse, já não há dúvidas de que o Estado falhou em todo este processo após os incêndios de Junho e que alguém do Governo "deveria já ter pedido desculpa" aos portugueses.

O executivo, referiu, fez uma "gestão de comunicação e de 'marketing' político elevado até ao ponto máximo", criando depois um "clima de suspeição, de desconfiança que é negativo".

Rádio Renascença

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