Papel de Portugal e Países Baixos na história natural em análise na Fundação Gulbenkian

12.02.2013

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Ciência

Esta quarta-feira

Portugal e Países Baixos. Duas nações que se lançaram à descoberta de um mundo desconhecido além mar, entre 1500 e 1650.

Esta quarta-feira, a Fundação Calouste Gulbenkian abre espaço à analise das suas contribuições para o conhecimento da natureza exótica nas zonas de contato dos dois impérios marítimos, na Ásia e no Brasil nomeadamente.

"Veremos que estes impérios não eram de nenhum modo entidades fechadas e que – talvez surpreendentemente – os Neerlandeses trabalhavam para os Portugueses; os Italianos estavam envolvidos tanto na exploração como na divulgação sobre a natureza; a região Sul dos Países Baixos foi essencial para o comércio de elementos naturais bem como para a impressão dos conhecimentos científicos sobre aqueles; enquanto muitos naturalistas que trabalhavam para os Neerlandeses eram, de facto, Alemães. Por isso, em vez de impérios marítimos baseados em nações, temos de olhar para redes de conhecimento globais porosas e intricadamente ligadas.", lê-se no comunicado da Fundação.

"A história natural enquanto ponto de encontro" é o nome da conferência desta quarta-feira e será ministrada por Florike Egmond. A cientista holandesa vive em Roma e é especialista na história natural dos séculos XVI e XVII.