Costa espera que não haja greve de professores, mas sem acordo haverá serviços mínimos

08.06.2017

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Actualidade

Assunção Cristas liderou as críticas a Costa, perguntando se os alunos vão poder fazer os exames em tranquilidade.

O primeiro-ministro, António Costa, manifestou-se esperançado que a greve dos professores de dia 21 não se realize e seja possível chegar a acordo, mas assegurou que caso as negociações falhem o Governo vai recorrer aos serviços mínimos.

No debate quinzenal que António Costa abriu com um discurso sobre “política de educação”, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, começou a sua intervenção com uma pergunta directa: “o senhor primeiro-ministro está ou não está em condições de nos dizer que não haverá greve ou, em havendo, que todos os alunos podem fazer o seu exame em tranquilidade?”.

“Tenho muita esperança que haja boas condições para que o pré-aviso não se consume numa greve e que o diálogo possa dar resultados frutuosos tendo em conta a abertura que tem havido por parte do Governo”, começou por responder o chefe do executivo.

Costa recusou “estar a antecipar o resultado final de uma negociação que está em curso” e que quer “crer que terá um bom sucesso”.

“Se não tiver, recorreremos, no termo da lei, aos serviços mínimos de forma a garantir que os exames serão feitos na data”, reiterou.

Cristas tinha começado por criticar o discurso do primeiro-ministro, lamentando que a previsibilidade e a tranquilidade no sector da educação que Costa tinha assegurado existir, estão longe de ser uma realidade.

Na resposta, o chefe do Governo ironizou dizendo que aquilo que “é muito imprevisível é a posição do CDS”.

“Eu julguei que ia manifestar a sua satisfação por, no quadro da normalidade, ter havido um pré-aviso de greve para o dia 21. Há poucos meses o que nos censurava é que tínhamos entregue a politica de educação a um sindicato que a senhora identificava como uma espécie de diabo”, atirou Costa a Cristas.

A atitude do Governo é, segundo Costa, “laica nessa matéria e, portanto, a conflitualidade social faz parte da vida democrática”.

Mas Assunção Cristas trouxe ainda, sobre educação, perguntas sobre contratos de associação, atrasos na acção social e números de pessoas que tenham sido já formadas no âmbito do programa Qualifica.

O primeiro-ministro garantiu que todas as despesas que estão registadas na acção social estão pagas” e que “entre Março e Maio já se inscreveram 26 mil pessoas nos programas Qualifica”, tendo 12 mil sido encaminhados para formação modelar e seis mil para o reconhecimento e validação das competências.

Na resposta, a líder centrista disse “folgar em saber que já há inscritos no centro Qualifica porque por lá passaram zero e lá se formaram zero até agora”.

Rádio Renascença

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